DOIS PAÍSES
Boémia e Suíça Saxónica: Dois Países, Um Dia
O maciço de arenito transfronteiriço, a ponte alemã de Bastei, e porque é que tantos passeios de um dia visitam os dois lados da fronteira em simultâneo.
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A Suíça Boémia não termina na fronteira. É a vertente checa de um único maciço de arenito transfronteiriço, as Montanhas de Arenito do Elba, cuja metade alemã — mesmo do outro lado do rio — é o Parque Nacional da Suíça Saxónica. A rocha, as torres, os desfiladeiros e a floresta de pinheiros são contínuos; só a bandeira muda. É essa geografia que faz com que a "Suíça Boémia e Saxónica" seja vendida como uma experiência única, e é por isso que o passeio guiado padrão de um dia a partir de Praga atravessa a fronteira para incluir ambas.
O Bastião
A estrela do lado alemão é a Bastei: um conjunto dramático de pináculos rochosos erodidos, unidos por uma ponte de pedra esbelta, construída em 1851, que se ergue a quase duzentos metros acima do Elba. Caminhar até lá, com o rio muito abaixo e as agulhas de arenito a erguerem-se em redor, é uma das grandes vistas da Europa Central, e uma sensação muito diferente do silêncio fechado dos desfiladeiros checos. Em conjunto, o arco, o barco do desfiladeiro e a Bastei oferecem, num só dia, três cenários bem distintos, em vez de variações sobre um único tema.
Porque é fácil numa visita guiada e difícil sozinho
Atravessar a fronteira em si não é nada — é a zona Schengen, portanto não há controlos, e os dois parques são fisicamente contíguos. A dificuldade está nos transportes. Ligar o lado checo à Bastei alemã num único dia de transportes públicos significa combinar comboios e autocarros em dois países cujos horários não coincidem, o que é genuinamente difícil de conseguir. Uma visita guiada com carrinha própria simplesmente conduz entre os dois, e é por isso que quase todos os que querem ambos os lados num dia o fazem em tour, em vez de por conta própria.
Se só escolher um lado
Não tem de fazer os dois. Se o seu coração está posto nos ícones checos — o arco e o barco no desfiladeiro — um dia dedicado apenas ao lado boémio é uma viagem completa e satisfatória, e a mais viável de fazer de forma independente de comboio e autocarro. A Bastei é a razão para fazer uma visita guiada ou alugar um carro, e não uma razão para o lado checo estar incompleto sem ela. Mas numa primeira visita, se conseguir, ver tanto o arco como a Bastei num só dia é um par genuinamente memorável que mostra todo o país de arenito, em ambos os lados de uma linha que a paisagem ignora.
O nome que os une
Vale a pena saber que o nome partilhado 'Suíça' é o fio que liga os dois parques. Nenhum tem qualquer relação com a Suíça propriamente dita; o rótulo foi cunhado no século XVIII por dois pintores românticos suíços, Adrian Zingg e Anton Graff, que achavam que o país de arenito erodido se assemelhava à sua terra natal. O nome espalhou-se por todo o maciço, e é por isso que temos uma Suíça Boémia do lado checo e uma Suíça Saxónia do lado alemão — dois parques nacionais, uma ideia emprestada, e uma paisagem contínua e extraordinária.
Ainda a escolher o dia, ou as suas datas?
Deixe o seu email e uma ideia de quando estará em Praga — enviaremos um resumo breve de como funciona o dia na Suíça Boémia, o passeio versus fazê-lo por conta própria, o estado atual dos barcos no desfiladeiro e a melhor altura para ir.